O Homem que plantava Árvores

Direção: Frédéric Back
Produção: Frédéric Back
Hubert Tison
Roteiro: Jean Giono
Jean Roberts
Narração: Philippe Noiret
Christopher Plummer
Edição:   Norbert Pickering
Duração: 30 minutes
País de Origem: Canada
Língua Original:French

Direção: Frédéric BackProdução: Frédéric Back                Hubert TisonRoteiro: Jean Giono                Jean RobertsNarração: Philippe Noiret                Christopher PlummerEdição:   Norbert PickeringDuração: 30 minutesPaís de Origem: CanadaLíngua Original:French

Produzida em 1988, esta animação dá “movimento” ao fantástico texto homônimo de Jean Giono(1895-1970) que foi produzido para a Revista Readers Digest, em 1953 e cuja expressão atingiu proporções mundiais. Uma obra que abarca uma ambientação muito ampla ao englobar os anos desde 1913 a 1947 e é considerada um manifesto pela causa ecológica, tendo sua adaptação para as telas feita pela dupla Frédéric Back e Philippe Noiret Por este motivo, acho pertinente desenvolver um pouco algo a respeito do contexto deste período.
A história tem início um ano antes do assassinato do herdeiro do trono austro-húngaro Francisco Ferdinando. Momento que marca o início da Primeira Guerra Mundial (ou A Grande Guerra(1914-1918), como ficou conhecida no período) cuja destruição de boa parte da Europa em função da lógica da “guerra total” (presente no contexto) e do desenvolvimento das “máquinas de guerra” – inclusive a primeira utilização do avião com tal finalidade –conduziu estes países a um momento caótico, marcado pela reconstrução das cidades destruídas tanto da Tríplice Entente, como da Tríplice Aliança.
Esta guerra fica marcada como um conflito de caráter puramente imperialista, no qual as grandes potências européias digladiavam-se pelo predomínio econômico sobre as colônias da África e Ásia, com fim de obter fontes garantidas de mão-de-obra barata e matéria prima, assim como desenvolver novos nichos de mercado para seus produto. Tal conflito teve seu fim com a derrota da Tríplice Entente, composta pela Itália (que passa para o lado da Aliança no ano seguinte ao início da guerra), Império Austro-Húngaro e Alemanha e culminou no famoso Tratado de Versalhes conhecido por agregar, em si, conceitos imperialistas por impor condições muito “pesadas” às nações derrotadas – algo que resultou em um forte sentimento revanchista entre as mesmas, assim como ofereceu uma situação favorável aos EUA para que estes tivessem um crescimento econômico sem precedentes, pautado no fornecimento de materiais e alimentos para a reconstrução da Europa.

Capa da revista VEJA sobre o assunto

Adentrando pelo período conhecido pelos historiadores como “entre guerras”, teremos a reorganização econômica dos países no continente europeu e fez com que estes não tivessem mais necessidade de importar enormes quantias de produtos. Algo que levou os EUA entrarem em uma profunda crise econômica (Crise de 1929), devido uma excessiva produção que ficou sem possibilidade de escoamento e fez com que uma crise de caráter cíclico se estabelece entre os norte-americanos e atingisse seu ápice no dia 24 de outubro de 1929 – a “quinta-feira negra” – quando se dá a efetiva “quebra” da bolsa de valores.

Fotografia da algomeração de uma multidão de pessoas em frente a bolsa de valores, em 24 de out de 1929

Desta maneira, a crise se espalha por todo o globo terrestre e resulta no que ficou conhecido como “A Grande Depressão” e será fator direto para possibilitar o surgimento de propostas de governo extremistas (tanto de esquerda, como de direita), resultando na conhecida disseminação de governos autoritários – de caráter fascista – por toda Europa, pautados em um forte nacionalismo, protecionismo econômico e centralização do poder nas mãos de um líder “forte”. Em meio a isto, teremos ascensão de personalidades cujos discursos irão inferir diretamente no desespero de massas famintas como Hitler na Alemanha, Mussolini na Itália, Salazar em Portugal e Franco na Espanha.
Por fim, a 2º Guerra Mundial (1939-1945) que vem como uma continuação da Grande Guerra, impulsionada pelo sentimento insatisfação/revanchismo entre as potências econômicas que se viram desfavorecida com o Tratado de Versalhes, já que não obtiveram interessantes colônias para fornecimento de mão-de-obra e matéria-prima. Seriam ela a Itália, Japão e Alemanha; que terminaria por se tornar o grupo conhecido como “Eixo” e rivalizaria militarmente com os “Aliados”.

A destruição resultante da 2ªG.M.

Como resultado deste conflito temos a derrota do Eixo, marcada pelo lançamento das bombas nucleares sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki e, uma vez mais, a Europa termina totalmente destruída. A partir deste momento, da-se início os período que ficou conhecido como Guerra Fria.
Apesar de longo (e até maçante) esta contextualização resulta importantíssima para uma melhor compreensão desta animação que parte do relato de um jovem que, por suas andanças conhece o solitário pastor Elzéard Bouffier na região dos Alpes Provençais (entre a região de Banon e Vergons) e o descobre em uma obstinada tarefa de plantar sementes de carvalho por uma região inóspita. Um ato que, para muitos resulta uma loucura, mas que para nosso protagonista revelar-se-á uma importante lição de vida, o conduzindo a uma profunda reflexão a respeito das relações entre o tempo, a natureza e o ser humano.
Dotado de uma complexa serenidade, o personagem de Bouffier é, pelo autor, apresentado como um excepcional modelo de caráter e perseverança que, focado em sua tarefa, passa alheio a estes momentos da história que conduziam ao desespero os mais variados pontos do mundo. Uma situação que nos leva a refletir sobre a ínfima importância dos conflitos humanos diante da invariável do tempo, que passa e dissolve tais pequenisses, restando disso o pó e a poderosa natureza. E que por mais que nos deixemos levar pelos momentos, a situação há de passar e o humano, com sua breve existência, junto com ela.
Esta animação nos ajuda a lembrar o como somos pequenos diante da historia deste mundo e que, assim como muitas civilizações já o fizeram, haveremos de perecer, após este florescimento. Então, a natureza haverá de tomar seu lugar e restaurar as mudanças e a destruição que causamos.
Constituída por meio da complexa técnica do giz pastel, esta obra segue um tranço marcado por constantes mutações e sua semiótica nos conduz por uma constante confusão de um mundo árido e explorador para terminar em vastos campos florescidos, por onde corre um jovem veio d´água. Este final me fez pensar muito sobre a necessidade de persistir em nossos sonhos para que, quando nos formos, fique algo (por menor que seja) construtivo e interessante nos corações daqueles que passam por nós…..

Torrent com legenda

Texto da animação

Veja a animação dublada em português!!!


CHEGA DE ESCREVER………….

Desculpa ter ficado tão grande¬¬

Barefoot Gen (Gen Pés Descalços)

Bom, Depois de um bom tempo sem postar porra nenhuma nesse espaço, finalmente criei vergonha na cara de atualizar o blog…
Não tanto por mim, mas porque tenho notado que minhas crianças das escolas estão com dificuldades (lê-se preguiça) pra achar os filmes que passo….
Enfim, aí Vai um texto que escrevi sobre a animação!!!

Esta animação é baseada série de quadrinhos homônima, que resulta um trabalho autobiográfico desenhado e escrito por Keiji Nakazawa, nascido em 1934. Sua obra mostra a dura história de vida do garoto Gen (lê-se Güen), o alterego do autor, desde os dias que precederam a destruição de sua cidade natal, Hiroshima, pela bomba atômica, durante a segunda guerra mundial.
Certamente não tão completa quanto a obra escrita, esta animação trás a complexidade da vida cotidiana nas terras do sol nascente em tempos de guerra e revela as sanções aplicadas (tanto pela comunidade como pelo Estado) aos que se opunham ao nacionalismo extremado que impulsionava as forças militares japonesas ao apresentar o pai do personagem. Infelizmente, na animação o pai não tem sua personalidade tão trabalhada como no mangá, o qual aponta a não concordância deste para com o conflito. Devido tal fato não só o patriarca, mas também sua família sofreu retaliações de todos os tipos, tendo os garotos sido surrados, molestados e tachados como covardes, os alimentos que plantavam foram destruídos e ele próprio foi preso, por “traição ao imperador”.

Dotado de um traço (que é característica do mangá) simples e, na maioria das vezes, engraçado de Nakazawa contrasta com uma temática de dramaticidade muito séria e impactante ao mesmo tempo que despe as relações cotidianas no âmbito familiar do período, ao mesmo tempo que oferece uma contextualização clara para os que não estão familiarizados com os fatos.
Animação deixa bem expresso o caráter desesperado das ações japonesas presente já nos dias que precedem a catástrofe de Hiroshima, afinal, os EUA já haviam vencido a Batalha de Midway e denuncia o ufanismo nipônico com intrínseco olhar crítico. Dois dias após este ataque, os EUA lançam outra ogiva nuclear (dessa vez sobre Nagasaqui) forçando a finalização da guerra ao obter a rendição incondicional dos japoneses. Estava dado o início do período que, posteriormente, ficou conhecido como a GUERRA FRIA.
Uma animação que não pode passar batida no nosso repertório e que deixa a reflexão sobre os legados da 2ª Guerra Mundial para o Japão e para o mundo. O foda é que esse tipo de coisa não chega aqui de outra forma se não for pela net…..
Em Katakana——— はだしのゲン
Em Rōmaji———– Hadashi no Gen
Direção————- Mori Masaki
Produção———— Keiji Nakazawa
Roteiro————- Keiji Nakazawa
Elenco——————Issei Miyazaki
Masaki Kōda
Junji Nishimura
Yoshie Shimamura
Katsuji Mori
Kōichi Kitamura
Seiko Nakano
Taeko Nakanishi
Takao Inoue
Musica——————Kentarō Haneda
Cinematografia——Kin’ichi Ishikawa
Edição——————-Harutoshi Ogata
Duração—————-85 min.
País———————-Japão
Língua——————japones
Legenda-—————português

Filme

legenda

Abaixo você pode acessar o filme pelo youtube.

Alegro non Troppo (Alegria e Fantasia)

Esta é uma animação de Bruno Bozzetto e foi lançada em 1977 como uma desafiante paródia ao filme Fantasia, da Disney. Seu nome refere-se ao andamento “allegro ma non troppo”(“rápido, mas não muito”) usado por músicos. Esta jogada de palavras vem, na animação, expressa em Não tão Rápido!, uma interjeição para significar um “vá com calma’’ ou mesmo “pense antes de agir”, referindo-se a pessimista perspectiva sobre o progresso do Ocidente que o filme traz, em oposição ao otimismo alienante expresso pelas animações Disney.

 

Sua trilha sonora é composta por 6 peças clássicas:

 

Prélude à l’après-midi d’un faune de Claude Debussy

 

Slavonic Dance No. 7 Op. 46 de Antonín Dvořák

 

Boléro de Maurice Ravel

 

Valse Triste de Jean Sibelius

 

Concerto in C major for 2 Oboes, 2 Clarinets, Strings and Continuo RV 559 I. Larghetto – (Allegro) por Antonio Vivaldi

 

The Firebird por Igor Stravinsky

 

 

 

Para esta impressioante trilha, Bozzetto organizou um roteiro animado que vai da comédia à mais profunda tragédia em saltos. Tudo isto sobrepondo animações a cenas de pessoas reais. Em Bolero, de Ravel, nos mostra que a partir de um resto de Coca-cola abandonado por uma nave espacial se desenvolve toda a evolução das espécies e, de maneira crítica e irônica, o aparecimento do homem. Já durante Pássaro de Fogo, de Stravinsky, o diretor satiriza a gênese bíblica de forma a identificar o “castigo divino” com a moderna sociedade consumista.

 

 

Uma experiência marcante e que com certeza trouxe uma ótica totalmente nova para o universo animado – caso esteja difícil imaginar como seria esta animação, basta lembra de “Uma cilada para Roger Rabbit!”, que usa desta mesma técnica. Inclusive eu, na minha tosca opinião acho que os criadores deste desenho beberam um pouco das incríveis de Bozzetto.

 

 

Bom, chega de falar (escrever) sobre

 

 

Baixem e vejam, para terem suas próprias conclusões sobre esta obra.

 

Título no Brasil: Música e Fantasia
Título Original: Allegro Non Troppo
País de Origem: Itália
Gênero: Animação
Tempo de Duração: 85 minutos
Ano de Lançamento: 1976
Site Oficial:
Estúdio/Distrib.: Bozzetto Film
Direção: Bruno Bozzett

 

Baixe aqui o TORRENT

O Mês da animação em Assis

 

Depois que postei o torrent do “Homem Duplo”, lembrei que muita gente veio me pedir pra passar algumas das animações que apresentamos durante o mês da animação. Por este motivo, decidi ter esse pequeno trampo de procurar todos os torrents de novo, pra ver se consigo facilitar a vida de vocês (vocês mesmos, meus 2 ou 3 leitores!)

O mês da animaçao resultou, à mim, uma experiência fantástica e da qual jamais esquecerei. Fiquei muito feliz de ver que tem uma galera interessada nesta temática e que foi aumentando a cada apresentação.

O intuito que nós – do Cineclube – tivemos, foi o de apresentar  produções diferenciadas em questão de roteiro e técnica. Desta maneira, pudemos notar que animção não é uma arte que fica restrita a ilusão de desenhos ou computações gráficas, mas sim algo infinitas vezes mais amplo, cujas características se fazem extremamente diferentes a partir das referências que estes animadores tiveram.

De qualquer forma, muitíssimo obrigado pela presença de todos que procuraram comparecer nas apresentações. Especialmente ao “Outkast” e o “Pink” que estiveram presentes em quase toda!!!!

Abraços à todos e já vou soltar outro post pra começar a liberar os downloads.

“O Homem Duplo” (A Scanner Darkly) – 2006

Sou completamente a favor de uma comunicação P2P (Peer to Peer) que vise à um desenvolvimento intelectual e, por este motivo decidi postar alguns filmes que considero extremamente interessantes para que seja maior a aproximação com certas formas de linguagem audiovisual que resultem incomuns para a maioria das pessoas.

Meu primeiro contato com essas idéias a respeito do uso desta específica forma de troca de arquivos – sob tal  finalidade – se deu quando, em uma de minhas várias buscas por documentários que pudessem ser associados à aulas futuras, topei com o sítio virtual www.mvgroup.org.

Este site e, na verdade um interessante fórum, com finalidade de dividir e debater diversos documentários que possam ser interessantes para se apresentar. Administrado por um grupo que, após a morte de seu idealizador Merrin (1976 – 2008), buscou manter sua idéia de uma “educação em P2P” em movimento.

Desde então, encontrei sites que seguem essa mesma “engine” e procuram oferecer interessantes idéias e arquivos para serem trabalhados, mas falarei sobre eles outra hora. O mais importante agora é que vocês (possíveis leitores) devem ter um programa de troca de arquivos como o Utorren ou o Azureus para baixar o arquivo que estou “postanto” aqui .

Sobre como baixar e instalar é muito fácil encontrar tutoriais que expliquem isto passo-a-passo, por este motivo, não considero necessário explicar isto de novo. Afinal, o desenvolvimento implica pesquisa, não?!

O site oficial do filme é http://wwws.br.warnerbros.com/ascannerdarkly/

Informações sobre o filme (e até mesmo outra opção de download):

2ihqubm
Áudio:Inglês / Português
Legenda:Sem Legendas
Tamanho: 725 Mb
Formato: AVI
Qualidade: DVDRip
Qualidade de Audio: 10
Qualidade de Vídeo: 10

INFORMAÇÕES DO FILME
Ano de Lançamento: 2006
Gênero: Ação, Animação
Duração: 1h40min
Servidor: 2Shared


Sinopse:Usando técnicas de animação parecidas com Waking Life, este é o novo projeto do mesmo diretor, Richard Linklater. Situado em um mundo futurista, no qual os EUA definitivamente perdeu a guerra contra as drogas, um policial disfarçado (voz de Keanu Reeves) é um dos muitos agentes viciados na popular droga Substância D que, dentre muitas outras coisas, causa dupla personalidade nos usuários. Assim, Fred também desenvolve a personalidade de Bob, um notório traficante de drogas. Resta saber o que pode acontecer quando Fred resolve capturar Bob.

Trailer:

E aqui estou dispondo um torrent que está bem que peguei no site do isohunt.

A qualidade está boa, mas tem que procurar a legenda…

Baixe o torrent aqui

A legenda pode ser encontrada no site  Legendas.tv

Abraços e boa diversão

Tomek Baginski e seus curtas …

Bem,

Como não só de minha pseudo-intelectualidade vive este blog, decidi postar comentários sobre tudo um pouco….

Tem muita animaçao que encontro na net e nao vejo a galera comentar. Por este motivo, decidi tomar para mim a função de propagar certos trabalhos um tanto quanto apagados pelas indústrias norte-americana e japonesa.

Pra começar, acho muito importante deixar uns links para as animações de TOMEK BAGINSKI e sua equipe, que representam – e muito bem – as animações computadorizadas constituídas na Polônia

.

Pois é, a Polônia tem produções fantásticas de curtas que nos deixam perplexos!

Baginski vem produzindo curtas em CG com roteiros interessantíssimos, marcados por uma estética que tende para o grotesco, carregadas de críticas à sociedade contemporânea.

Nascido em 1976, esse cara largou seus estudos em arquitetura para começar a fazer animaões e, dessa maneira, se tornou um desenhista, cartunista e diretor.

Sua primeira obra foi “Rain (1997)”, uma animação muito intererssante que trazia já uma crítica à virtualização de nossas realidades consumistas. Essa animação ganhou diversos prêmios, em 1998, e rendeu-lhe o ingresso na Produtora Platige Image.

Depois disso, esse cara passou a trabalhar entre diversos curtas, entre 1999 e 2002, quando saiu o “The Cathedral (2002)” que recebeu o premio de melhor curta animado daquele ano no festival SIGGRAPH e, um ano depois, recebeu também nomeação para o Oscar na categoria de Melhor Animação Curta-metragem.

Em 2004 ele fez o “Fallen Art”, que ganhou o prêmio do júri no festival SIGRAPH e por aí vai.

Eu tive o primeiro contato com suas animações, ao assistir ao “The Ark (2007)”, procurando curtas bem semeados no mininova. Desde então, passei a procurar um pouco mais sobre as idéias que este fantástico jovem diretor busca por em movimento nas telas.

Enfim, esse cara ainda tem muita história, mas eu só quis trazer um pequeno esclarecimento, assim como organizar uma pequena lista dos trabalhos que ele tem dispostos ON LINE.

Acho extremamente importante que nós brasileiros venhamos procurar uma aproximação com os trabalhos animados de lugares mais inusitados (e dos quais temos pouco conhecimento) como esses e mesmo os grandes criadores do leste europeu, mas essa já é história pra outro post…

Caso algúem queira conhecer mais sobre o trabalho deste diretor, assim como da equipe que tá sempre junto com ele, entre no site http://www.platige.com/.

Aí vai a lista!

(RAIN – 1997)

http://www.metacafe.com/watch/27411/the_cathedral/ (Cathedral – 2002)

(Fallen Art – 2004

(The Ark – 2007)

(Kinematograph – trailer)

Vai saber….

Foto tirada na represa de vinhedo

Foto tirada na represa de vinhedo

Sem grandes pensamentos grandiloqüentes, no momento, penso apenas em seguir um rumo. Trilhar outras pedras. Mas, como disse Gesinger:

“Se fosse fácil achar o caminho das pedras, tantas pedras no caminho não seriam ruim”

Em uma realidade ultra-informativa, buscamos apenas não nos afogar diante desta torrente avassaladora e manter o barco à deriva, já que só o fato de estar flutuando seria um lucro ao qual não me dou ao prazer. Então decido por permanecer submerso, a tatear por trilhas incautas. Densas. Sem ver sequer um palmo a minha frente, mas sempre seguindo.

Onde dará esta caminhada não seremos nós, os laureados, a obter a resposta…

À nosso fardo resulta a pura continuidade de movimento fluido e, por muitas vezes desconexo, de cegas barracudas que se armaram de 4 anos de ideologias e análises passadas para sentir o beijo lento de uma morte vã (?), perpetrada por espasmos ilusórios de uma existência substancial.

Desta maneira seguiremos! Sentindo os membros já perdidos coçarem nas pústulas que então haverão de ocuparem seu lugar, na tentativa de corresponder a funções que já não nos são mais atribuídas e nos alimentando do distante sonho de uma realidade menos torpe e alienada. Mascando o musgo amargo da verdade que teima em desfazer as muitas utopias das quais nos revestimos um dia. A nos permitir ser cobertos pelas “cracas” desta sociedade – de uma ignorância multi-midiática –  pluri-mixofóbica, cujo apartamento inerte do espaço em que se faz, nos reverbera já em tom de desespero.

O pensamento deixa de ser opção, para dar lugar a um consumo desenfreado (desesperdo?) de uma futilidade reificada nas mais diversas manifestações materiais e virtuais.

Chega de falar (escrever) merda…

E aos 2 ou 3 que venham a ler este texto. Peço apenas que tornem expressas suas opiniões sobre estas putrefatas palavras de um estuporado cérebro em decomposição.

Consumidores deste mundo! Uni-vos…¬¬

Primeiro contato

Num mundo em que o termo “estradas da informação” já resulta obsoleto para definir as formas de comunicação através deste universo cybercultural, decidi por tentar desenvolver um espaço meu pra dar vazão a uns textos que tenho escrito já há algum tempo, assim como a fotografias e outras coisas que eu possa vir a tentar criar.
Não tenho pretensões de obter respaldo intelectual por meio deste espaço, mas sim de fazer fluir um pouco mais de bites que possam alimentar esta torrente informacional e contribuir para o caos cognitivo da nossa contemporaneidade. Talvez desta maneira realmente encontremos caminhos diferenciados para promover uma política social que tenha, por objetivo, mais justiça e respeito entre os indivíduos.
Esqueci de dizer que sofro de um mal horrível!
Sou extremamente sonhador…..
Isso é um grande problema, principalmente porque muitos destes sonhos ficam só na minha cabeça altista e nada trazem de novo para o mundo.
Sei que o publico leitor deste blog será minúsculo, mas acredito que algumas dessas minhas viagens doidas talvez tragam idéias interessantes para pessoas que sabem se organizar no próprio pensamento.

Bom.
Aqui vai um texto meu que escrevi no formato RAP (se é que existe heueheuhe)
Saiu assim. Mexi pouco nele depois disso e há umas semanas gravei com a musica. Fico massa, mas pra postar a música pronta quero ver se consigo gravar melhor com um amigo meu.
Insanidade desumana
Se metade da verdade sobre esta dura realidade fosse realmente eficiente e expressa de forma consciente, que caminhos este mundo haveria de tomar?
Mas até hoje coronéis e seu séquito de fieis monopolizam os meios midiáticos, permanecendo apáticos à inventiva inovação de uma nova geração que persiste – INSISTE – em medrar.
A manipulação de massas gera mentes escassas de propriedade política ( que é a crítica analítica) com fim de vetar a voz do cidadão popular.
Mas o bom sentimento do desenvolvimento sobre as formas de olhar o mundo permanecem em crescimento, teimando em não se calar.
E esse salitre que a TV enfia güela a baixo de quem chamam populacho já não tampa o buraco que nosso povo, apesar de um olhar opaco e descrente da realidade, fez sua cultura amalgamada se cultivar.
Tudo isso pra poder expressar a insatisfeita inanição gerada por uma falta de razão que um grupo de elite com satisfação omite os caminhos da informação.
E é por isso que afirmo aos fidalgos deste corrupto arrimo da política nacional que o povo já não pode aceitar um simples futebol para amordaçar suas idéias e seus sonhos silenciar.
Porque é a verdade do samba, a falar sobre esta corda bamba pela qual somos forçados a vagar, um dos expressos monumentos do ressentido sentimento do pobre que teima em pensar.
E o caminho da razão, com seus muros e pedras, que nos passa a lição de que é preciso se expressar e lutar, apesar do intermitente açoite que faz a boca amargar.
E não tem outro jeito, a não ser botar o peito e seguir andando, surfando na fluida realidade cibercultural que confunde, ludibria…ALIENA mas se usada com consciência pode também informar.
Toda esta situação renova a questão da caverna de Platão e de cultura multi – celular, onde o lado espiritual fica impossível de negar.
E o gosto azedo da indústria do medo nos faz querer gritar, rosnar, brigar para nossos fantasmas espantar, mas com certeza nada supera o poder de cantar.
Sei que minha rima é pobre, mas não tenho sangue nobre e também não sei pensar.
E é nas brancas folhas de papel que destilo meu fel contra os que se negam a amar, porque no respeito, bondade e discernimento é que está a chave para sair desse entrave e parar de patinar.
E eu me questiono até quando o sofrimento deste transitório momento ainda persistirá em cegar.
Não se vê que a guerra trás a dor e ferra o coração com a marca do ódio, que por mais de uma geração essa memória remói e põe ao pódio, como um troféu pra lamentar.
Mas luz tem, meu irmão!
É atitude e educação com base na comunicação – CONSCIENTE e INTELIGENTE – sobre a importância de pensar no que você pode mudar.
O herói ta em você, só não pode esquecer que para toda ação existe uma reação. Bateu. Voltou.
E a sociedade de consumo, que nos empurra seu insumo, vai ter que se adaptar, CRESCER, TRANSFORMAR com um novo sentido a alcançar.
E, SIM!, me movimenta a possibilidade de mudança para acabar com essa dança manca de um mundo de JABÁ.
E para isso tem que trabalhar, movido por este sangue operário, que nos é o corolário da verdadeira forma de pensar. Tem que saber representar.

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